Educação Financeira deve estar na pauta de treinamento nas empresas.


Estamos vivendo (novamente) tempos difíceis refletidos diretamente na vida financeira das pessoas. Mensalmente a Confederação Nacional do Comércio (CNC) realiza uma pesquisa sobre o endividamento e constatou que o percentual de famílias que relataram ter dívidas (cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa) alcançou 71,4% em julho de 2021.


Vale observar que as famílias com renda de até 10 salários mínimos foram mais afetadas e o percentual das endividadas chegou a 72,6% do total de famílias, renovando a máxima histórica (a pesquisa é realizada desde janeiro de 2010).

Algumas questões pontuais podem piorar este cenário como o aumento da inflação, a alta das taxas de juros, que juntas “corroem” o salário das pessoas, além da falta de educação financeira e o consumismo, que prejudicam ainda mais esta situação.


Para 95% dos profissionais de RH’s os problemas financeiros afetam a produtividade dos colaboradores.

O papel das empresas neste cenário é fundamental e muitas já estão investindo na educação financeira das suas equipes. Segundo uma pesquisa realizada pela Unicamp em parceria com a DSOP – Educação Financeira com 100 empresas no Brasil, para 95% dos profissionais de RH os problemas financeiros afetam a produtividade dos colaboradores.



A boa notícia é que nesta mesma pesquisa, 56% das empresas já realizaram alguma ação pontual como: palestras, cursos ou orientações individuais e destas empresas 94% obtiveram resultados positivos em relação ao desempenho dos seus funcionários.

Portanto, questões financeiras impactam praticamente todas as esferas de nossas vidas e no trabalho não é diferente, o “bolso” pode afetar o clima organizacional, a produtividade, o turnover e o absenteísmo.


Por fim, compartilho o pensamento de Liz Davidson, CEO da Financial Finesse:


“As empresas não deveriam estar perguntando o que custa para implementar um programa de bem-estar financeiro. Eles deveriam estar se perguntando, o que vai me custar se eu não fizer isso.”



Colaboração:



Alexandre Poffo

Educador Financeiro,

Economista e Treinador Comportamental.



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